No passado dia 14 de Junho, o diretor geral da NCN, Nuno Nunes, participou numa conferência na Feira Nacional da Agricultura em Santarém sobre “Tecnologia no Campo: Inovação Agrícola no Ribatejo”.
Assim partilhamos a opinião do diretor da NCN relativamente a este tema:
Senhoras e senhores,
É com grande satisfação que me dirijo a vós para refletirmos sobre um tema de vital importância para o presente e o futuro da agricultura em Portugal: a inovação tecnológica no setor agrícola, com especial enfoque na região do Ribatejo.
O Ribatejo, historicamente uma das principais regiões agrícolas do nosso país, tem sabido adaptar-se aos desafios dos tempos modernos. As vastas planícies férteis, banhadas pelo rio Tejo, foram durante séculos o palco de uma agricultura tradicional, baseada no conhecimento empírico e na força do trabalho humano. No entanto, nas últimas décadas, esta paisagem tem vindo a transformar-se, silenciosamente, através da introdução de novas tecnologias que estão a revolucionar a forma como produzimos, gerimos e valorizamos os recursos agrícolas.
Hoje, falamos de um Ribatejo onde o uso de drones permite monitorizar o estado das culturas com uma precisão antes impensável. Onde sensores instalados no solo medem em tempo real a humidade, a temperatura e os níveis de nutrientes, permitindo uma gestão eficiente da rega e da fertilização. Onde softwares de gestão agrícola possibilitam aos produtores tomar decisões baseadas em dados concretos, otimizando os rendimentos e reduzindo os desperdícios.
A mecanização inteligente, a automação e a agricultura de precisão são, cada vez mais, uma realidade nas explorações agrícolas ribatejanas. Estas ferramentas não só aumentam a produtividade, como também promovem a sustentabilidade ambiental — uma exigência crescente das políticas europeias e dos consumidores.
Importa sublinhar que a inovação tecnológica não está apenas ao serviço das grandes explorações. Pequenos e médios agricultores têm, igualmente, vindo a beneficiar destas soluções, muitas vezes através de parcerias, cooperativas ou programas de apoio ao investimento rural. Esta democratização do acesso à tecnologia é essencial para garantir que a inovação chegue a todo o tecido agrícola da região.
Contudo, para que esta transição seja bem-sucedida, é necessário continuar a investir na formação dos profissionais do setor, promover a investigação científica e assegurar a conectividade digital no meio rural. A inovação só se concretiza plenamente quando está acompanhada de conhecimento, de visão estratégica e de políticas públicas eficazes.
A agricultura do Ribatejo tem, no seu ADN, a capacidade de adaptação e a resiliência. Ao abraçar a tecnologia, esta região não está apenas a modernizar os seus métodos — está a preparar-se para os desafios do futuro, desde as alterações climáticas à crescente exigência dos mercados globais.
Concluo, assim, com a convicção de que a inovação tecnológica no campo não é apenas uma tendência: é uma necessidade. E o Ribatejo está, sem dúvida, a dar passos firmes para se afirmar como uma referência nacional e internacional na agricultura do século XXI.
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